Administrar o tempo é administrar a vida
As vezes eu mesmo me pergunto como darei conta de tudo o que tenho para realizar.
Administrar nosso tempo é questão de disciplina da mente. Há pessoas que só de ficar pensando no que tem de fazer, já perdem o dia inteiro sem realizar nada!
Eu mesmo agia desta forma, mas aprendi que administrar o tempo não é questão de ficar contando os minutos dedicados a cada atividade, É uma questão de saber definir prioridades.
Provavelmente, você deve estar pensando na vida que levamos no japão, de casa para o trabalho e do trabalho para casa, sem achar tempo para fazer tudo que precisamos e desejamos fazer. Não é verdade?
Lembro de quando eu cheguei no Japão e o meu primeiro trabalho foi em uma fábrica de peças para carro. A minha mente voava, pensava em muitas coisas, fazia planos e mais planos, mas nunca dava tempo para executá-los. Era tanta coisa, que eu não sabia o que era mais prioritário.
Saber administrar o tempo é ter clareza cristalina sobre o que é mais prioritário para nossa vida.
Se você fizer uma lista das suas prioridades, sei que haverá coisas que são importante ou, pelo menos, na primeira oportunidade. Poucas pessoas questionarão isso. O problema surge com coisas que consideramos importantes, mas não urgentes, e com coisas que são urgentes, mas que não damos muita importância.
Digamos que você considere importante ficar mais tempo com sua família. Por outro lado, você tem que trabalhar X horas por dia. Se o seu trabalho é mais importante do que ficar com sua família, o problema está resolvido: você trabalha, mesmo que isso prejudique a convivência com sua familiar.
Mas, e se o trabalho não é mais importante para você do que a convivência familiar. Neste caso, provavelmente o trabalho é urgente, no sentido de que tem de ser feito, pois de outra forma você será despedido e terá dificuldade para manter sua família.
Aqui o conflito é entre o importante e o urgente – e é neste impasse que a maior parte de nós nos perdemos e por uma razão muito simples: algumas das tarefas que temos que realizar não são selecionada por nós, mas são impostas. Isto é: não somos donos de todo o nosso tempo. Não temos, em relação ao tempo, toda a autonomia que gostaríamos de ter.
Quando aceitamos um emprego,estamos na realidade nos comprometendo a ceder a outrem o nosso tempo e, também, o nosso esforço, a nossa capacidade, o nosso conhecimento.
Solução difícil: não somos donos de boa parte de nosso tempo.
Acontece, porém, que geralmente usamos mal o tempo que dedicamos ou trabalho e, por isso, temos que fazer horas extra, ou mesmo o tempo que passamos em casa. Usar mal quer dizer que muitas veses usamos o nosso tempo para fazer o que não é nem importante nem urgente, mas apenas algo que sempre fizemos pela força do hábito.
Antigamente, eu chegava em casa e ligava a televisão e ficava o que passava, mesmo que fosse um programa que não me servia de nada. Ficava lá sentado, pois já era um hábito. Quanto tempo desperdicei lendo livros e jornais que de nada me servirão.
Hoje tento ganhar esse tempo, uma horinha aqui outra ali, para as coisas que eu realmente queria fazer há muito tempo e não achava tempo.
Administrar o tempo é ganhar outonomia sobre a vida, e não ficar escravo do relógio. É uma batalha constante que tem de ser ganha dia a dia. Se você quer ter a autonomia e decidir passar mais tempo com a família ou sem fazer nada, você tem que ganhar esse tempo deixando de fazer outras coisas que são menos importante para você.
Administrar o tempo é planejar estrategicamente a nossa vida. Para isso, precisamos em primeiro lugar saber onde queremos chegar [definição de objetivos]. Onde quero estar, o que quero ser daqui a 5,10,25,50anos? O segundo passo é começar a criar estratégias: transformar objetivos em metas [com prazos e quantificações] e decidir, em linhas gerais, como as metas serão alcançadas. O terceiro passo é criar planos táticos: explorar alternativa especificas disponíveis para se chegar aonde queremos, escolher fontes de financiamento [emprego, em geral, é fonte de financiamento].etc. em quarto lugar, fazer o que tem que ser feito. Durante todo o processo, precisamos estar constantemente avaliando os meios que estamos usando, para verificar se estão nos levando mais perto dos nossos objetivos.[procuremos outro emprego, por exemplo].
Mas tudo começa com uma verdade tão simples: se você não sebe onde quer chegar, provavelmente nunca chegara lá. – por mais tempo que tenha. Quando o nosso tempo termina, acaba a nossa vida. Não há maneira de obter mais. Por isso, tempo é vida.
Quem administra o tempo ganha a vida, ainda que viva o mesmo tempo sem administração. Prolongar a duração de nossa vida não é sobre qual tenhamos muito controle. Aumentar a nossa vida ganhando tempo dentro da duração que ela tem é algo, porém, que esta ao alcance de todos.
Basta um pouco de esforço e determinação.
Um forte abraço,
Marcos Morishigue







