Crise financeira
Você já enfrentou alguma crise, seja amorosa, familiar, financeira, existencial, moral, de saúde ou de tanta outras formas? Então você sabe que crise é sempre sinônimo de desconforto, passamos por uma fase difícil, de acordo com a gravidade da situação. É um período onde precisamos acompanhar detalhadamente a evolução dos acontecimentos visando sempre encontrar a solução menos traumática possível.
Conviver com uma crise é uma experiência muito valiosa, principalmente quando se obtém resultados positivos. Por outro lado, o fracasso na administração do problema pode provocar desânimo e desorientação pessoal, com muitas perdas financeiras e prejuízos incalculáveis para a auto-estima.
Segundo Ricardo Missawa, crise em japonês significa “kiki” e na escrita é utilizado dois kanjis 危機, onde o primeiro “ki” 危 significa perigo e o segundo “ki” 機 oportunidade, para ele uma crise representa um perigo para a nossa vida, mas que pode transformar em uma nova oportunidade para começar de novo e melhor.
Quando alguém se depara diante de uma crise financeira, essa pessoa tem a oportunidade de experimentar pelo menos três formas de comportamento: o uso da razão em busca de soluções exeqüíveis; a indiferença com o que está acontecendo; o desespero em função do momento que está vivendo.
É claro que devemos usar a razão, ou seja, o uso racional de idéias e ações que possam reverter o indesejado quadro. Apesar da pressão emocional que sofremos neste período, precisamos manter as nossas emoções equilibradas e principalmente a humildade deve ocupar o lugar de eventuais atitudes arrogantes. Na crise financeira as pessoas devem ser mais serenas e menos auto-suficientes. Precisam aceitar a contribuição de quem deseja e pode realmente ajudar.
Em crise, as ações necessárias não podem demorar. Quanto mais o tempo passa, mais grave vai se tornando uma crise financeira, reduzindo as opções que possam trazer resultados positivos. Se não agir em tempo, tudo isso pode ser tornar irreversível, em médio e longo prazo.
Então, o primeiro passo é reconhecer a necessidade de fazer mudanças. É o momento onde devemos fazer um diagnóstico da sua situação atual. Analisar os erros do passado, as decisões mal tomadas e reconhecer a nossa responsabilidade nesta situação.
O segundo passo é tomar decisões corretas para sair desta situação, onde pode não ser tão fácil, pois precisamos ser realistas, eliminando atividades, hábitos e gastos desnecessários. É o momento de buscarmos novas maneiras de recomeçarmos.
O terceiro passo é agir com ações concretas, posições claras e objetivas para tomar decisões e definir rumos. Entendo que em momentos de decisão não há lugar para atitudes equivocadas, planos duvidosos e reações emotivas (desespero, lamento, angústia etc). É nessa circunstância que devemos utilizar todo nosso potencial criativo, nossa racionalidade e, quando for o caso, a nossa autoridade. Sempre lembrando que o que prevalece é o interesse maior de superar a crise. E se a situação ocorre em uma empresa ou em outra entidade qualquer, temos o dever de assegurar continuidade dessa empresa ou dessa entidade, agindo tempestivamente.
Em momentos de crise, devemos fazer autocrítica e procurar corrigir eventuais erros cometidos no decorrer do percurso que possam ter contribuído para agravar a situação. Também nunca é demais ouvir e aceitar bons conselhos.
Estar em crise é estar em desafio. Desafio de idéias, de ações, de criatividade e de competência. Para tentar sair de uma crise, devemos nos dedicar a esses desafios e buscar superá-los com firmeza e determinação.
Um forte abraço,
Marcos Morishigue







